Questionada sobre como suas declarações podem impactar o palácio real, Markle responde: "Não sei como eles poderiam esperar que, depois de tanto tempo, ainda ficaríamos em silêncio enquanto The Firm (como se refere à coroa) desempenha um papel ativo para perpetuar inverdades sobre nós".

A divulgação do trecho aconteceu depois que o Palácio anunciou, na quarta-feira, que examinaria as acusações de assédio moral contra Meghan Markle, duquesa de Sussex, reveladas pelo jornal The Times.

A poucos dias da exibição pela CBS da entrevista, potencialmente problemática para a coroa britânica, prevista para domingo (7) nos Estados Unidos e segunda-feira (8) na Grã-Bretanha, o jornal The Times noticiou que em outubro de 2018 Jason Knauf, então secretário de comunicações do casal, apresentou uma queixa de assédio no local de trabalho contra Meghan.

"Estamos claramente muito preocupados com as acusações [publicadas no jornal] The Times, após a denúncia de um ex-funcionário do duque e da duquesa de Sussex", expressou o palácio em um comunicado nada comum para a monarquia britânica, que não costuma expor suas diferenças em público.

O Palácio de Buckingham enfatizou que "não tolera e não tolerará o assédio no local de trabalho".

- "Triste" -

Um porta-voz de Meghan disse que a duquesa está "triste por este último ataque a sua pessoa, especialmente por ter sido, ela mesma, alvo de assédio".

"Ela está determinada a continuar seu trabalho de criar compaixão em todo o mundo e continuará a se esforçar para dar o exemplo de fazer a coisa certa".

Os advogados do casal disseram ao The Times que o jornal estava "sendo usado pelo Palácio de Buckingham para vender uma história completamente falsa" antes da exibição da aguardada entrevista com Oprah Winfrey

Esta crise estoura em um momento difícil para a rainha Elizabeth II, cujo marido, o príncipe Philip, de 99 anos, está hospitalizado há duas semanas e que acaba de ser submetido, "com sucesso", a uma cirurgia cardíaca.

Neto da rainha e sexto na ordem de sucessão à coroa britânica, Harry se casou com Meghan, uma americana, numa cerimônia no Castelo de Windsor em 2018.

Mas no início de 2020, Harry renunciou a suas responsabilidades dentro da monarquia, evocando especialmente a pressão da mídia. Após a ruptura, que se tornou efetiva em abril, o casal se estabeleceu com seu filho Archie perto de Los Angeles, após uma estadia no Canadá.

Em um trecho anterior da entrevista divulgado no domingo, o príncipe Harry, que culpa parcialmente a imprensa pela morte de sua mãe, a princesa Diana em 1997, disse temer que a história se repetisse.

O casal, que anunciou no mês passado que está esperando um segundo filho, entrou com vários processos contra publicações do Reino Unido, alegando invasão de privacidade.

Na terça-feira, a editora do Mail on Sunday, o tabloide que publicou uma carta de Meghan para seu pai, foi condenada a pagar 450.000 libras (627.000 dólares) ao casal.

O Palácio de Buckingham anunciou em 19 de fevereiro que o casal perderia seus últimos títulos, especialmente os títulos militares do príncipe, especificamente na Marinha Real. Meghan Markle renunciará a títulos de caridade, por exemplo, dentro do National Theatre em Londres ou em instituições da Commonwealth.

Ansiosos por independência financeira, Harry e Meghan já assinaram contratos com Netflix e Spotify.

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