Em uma cerimônia realizada em uma livraria de Toronto, a escritora nascida em Ottawa reagiu com bom humor a esta "honra inesperada", recebendo amigos, parentes e "aqueles que tentam debochar de mim por aparecer em um selo".

"Em um selo, verdadeiramente, é o cúmulo", brincou. "Como vou poder esquecer disso? Que vergonha, que incômodo", emendou.

"Preparem-se para um monte de piadas sobre lamber e colar, sem mencionar o cancelamento e, especialmente, a filatelia", disse, mencionando a coleção de selos que teve quando menina, arrancados de envelopes tirados do lixo.

O novo selo traz uma foto de Atwood com os olhos fechados e uma mão no rosto, com a frase "Uma palavra, seguida de uma palavra, seguida de uma palavra é poder", de seu poema "Spelling".

Atwood também usou a apresentação para defender causas, contando a promessa de uma amiga de colar selos com seu retrato em cartas a ser enviadas a parlamentares no Canadá e nos Estados Unidos, pedindo ação frente às mudanças climáticas e pelo fim da discriminação de gênero.

A premiada escritora tem um repertório de 50 obras, incluindo romances, ficções curtas e poesia, e vendeu milhões de livros, que foram traduzidos a mais de 30 idiomas.

"O conto da Aia", uma distopia que conta a história de um regime totalitário que obriga as mulheres férteis a se reproduzir e entregar os filhos para casais da elite estéreis, foi publicado em 1985, mas se tornou mundialmente conhecido após a adaptação para a televisão pela plataforma Hulu em série homônima, premiada no Emmy, o Oscar da TV.

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