Pelo menos 50.000 pessoas, de acordo com uma estimativa de um correspondente da AFP, se reuniram no centro da capital, Tbilisi, gritando o nome de Saakashvili e agitando bandeiras georgianas.

"Libertem Saakashvili!", "Não à perseguição política!", liam as faixas seguradas pelos manifestantes.

Sua prisão "é uma grande injustiça", disse um dos manifestantes, Kato Topuridze, à AFP. "Ele deve ser liberado sem demora", insistiu o advogado de 28 anos.

Em uma mensagem lida por seu advogado, Saakashvili pediu que os mafinestantes tornem o país "um farol da democracia" e "salvem a Geórgia por meio da unidade e da reconciliação nacional".

A prisão do ex-chefe de Estado faz parte da crise política que abala a Geórgia desde as eleições parlamentares de outubro de 2020, vencidas por pouco pelo partido governista Sonho Georgiano, fundado pela bilionária Bidzina Ivanishvili, principal rival de Saakashvili.

O ex-presidente havia retornado secretamente à Geórgia há duas semanas, na véspera de eleições municipais cruciais para o governo.

Presidente da Geórgia entre 2004 e 2013, Saakashvili, de 53 anos, foi preso em 1º de outubro - após retornar de um exílio de oito anos - para cumprir uma sentença de seis anos de prisão por "abuso de poder", proferida à revelia em 2018.

Saakashvili, agora líder da oposição, rejeita a sentença, que considera uma medida política, e diz que iniciou uma greve de fome em protesto. Os médicos expressaram preocupação com sua saúde.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.