Mais de 300 pessoas tentaram saltar pouco antes das 5H00 GMT (2H00 de Brasília). Finalmente, 238 homens conseguiram entrar na Espanha.

Três policiais ficaram levemente feridos e os migrantes foram levados para um centro de recepção, onde permanecerão em quarentena devido à situação sanitária, informa um comunicado divulgado pela delegação do governo espanhol em Melilla.

O salto sobre a cerca de Melilla acontece apenas dois meses depois de uma impressionante chegada de migrantes procedentes de Marrocos, o que provocou uma importante crise diplomática entre Madri e Rabat.

Em maio, mais de 10.000 pessoas, em sua maioria jovens marroquinos, entraram a pé e a nado nos territórios espanhóis localizados na África, Ceuta e Melilla.

As chegadas coincidiram com a internação em um hospital espanhol, por complicações da covid-19, de um dos líderes da Frente Polisário saaraui, Brahim Ghali, grande inimigo do governo marroquino.

Ghali deixou a Espanha em junho, mas persiste a tensão.

Ceuta e Melilla, as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com a África, vivem há várias décadas uma forte pressão migratória.

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