"Não posso permitir que se diga que estamos reduzindo as liberdades na França", disse Macron em entrevista ao portal online Brut.

O artigo 24 regulamenta a divulgação de imagens de policiais para, segundo as autoridades, protegê-los do ódio online.

"É uma grande mentira. Não somos a Hungria ou a Turquia", disse Macron, segundo o qual o debate "foi manchado por um discurso militante hostil ao governo e a seu servidor".

As manifestações contra esse projeto de lei se intensificaram na França após a agressão policial ao produtor musical negro Michel Zecler, pela qual quatro agentes foram indiciados.

Macron reconheceu que "há policiais violentos" e insistiu que eles "precisam ser punidos".

Mas também criticou a violência contra os policiais na manifestação do último fim de semana em Paris, que ele disse terem sido "atacados por loucos", "gente selvagem".

A entrevista de Macron para o Brut, portal de notícias em vídeo voltado para jovens, é vista como uma tentativa do presidente de ganhar credibilidade entre os jovens, especialmente preocupados com o problema da violência policial.

Os legisladores do LREM, partido de Macron, disseram na segunda-feira que iriam propor "reescrever completamente" o artigo 24 do projeto de lei de segurança.

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