Em sua primeira coletiva de imprensa após a goleada de 6 a 0 para a Espanha, no dia 17 de novembro na última partida da Liga das Nações, o treinador teve que responder à pergunta que divide os alemães há quase dois anos: será que jogadores como Thomas Müller, Jérôme Boateng (ambos do Bayern de Munique) e Mats Hummels (Dortmund) têm de regressar à seleção alemã, depois de terem sido descartados em 2019 para dar lugar aos jovens, apesar de continuarem a ter um desempenho de alto nível em seus clubes?

"No momento, não vejo o motivo", Löw começou dizendo, em sintonia com o que tem defendido desde que tomou a decisão, embora logo depois ele tenha especificado: "Eu sempre disse que vejo, antes do anúncio da lista (para a Eurocopa), que se a equipe precisa deste ou daquele para vencer, vamos chamá-los. Farei todo o possível pelo bem da seleção nacional", disse Löw, admitindo não ter contactado os veteranos e insistindo que seu objetivo é que os jovens tenham tempo para se desenvolverem na seleção e que só recorrerá aos "velhos", em caso de mau desempenho coletivo.

"Atualmente, não faço ideia de como será a situação em março", data da próxima janela de jogos internacionais. "Espero que os jogadores estejam com a saúde boa, sem lesões" e que quando eu tiver de entregar a lista final para o torneio continental "tudo será questionado, cada opção será estudada e o melhor será decidido para vencer".

Na entrevista coletiva, Löw se mostrou muito incomodado com a Federação Alemã (DFB) e seu presidente Fritz Keller devido às informações veiculadas pela imprensa após a derrocada em Sevilha, em que a continuidade do treinador foi colocada em questão.

"As coisas que se falam internamente, têm de permanecer internamente", declarou Löw, que no dia 30 de novembro foi confirmado como treinador da Alemanha pelo menos até a próxima Eurocopa.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.