Se as negociações atualmente em andamento em Bruxelas entre Londres e a União Europeia se concretizarem, "o governo britânico estaria disposto a eliminar cláusulas do projeto de lei do mercado interno do Reino Unido", afirmou em um comunicado.

Sob o pretexto de harmonizar o comércio pós-Brexit entre as quatro nações que compõem o país, o texto revogava parte dos compromissos adquiridos por Londres no acordo de divórcio relacionados à fronteira entre Irlanda do Norte e a vizinha República da Irlanda, país membro da UE.

Isso seria uma violação de um tratado internacional, em vigor desde que o país abandonou oficicialmente o bloco em 31 de janeiro. A UE empreendeu um procedimento legal para tentar impedi-lo.

Considerando que violar a lei internacional prejudicaria a reputação do Reino Unido, a câmara alta do Parlamento britânico retirou em 9 de novembro as cláusulas conflitantes.

No entanto, o texto deveria voltar nesta segunda-feira à noite para a Câmara dos Comuns, onde o governo, que tem maioria absoluta, prometeu reintroduzi-las.

Era esperado que nos próximos dias viagens de ida e volta entre as duas câmaras em um momento especialmente delicado, quando Londres e Bruxelas continuam se esforçando para chegar a um acordo comercial pós-Brexit.

O tempo está se esgotando para alcançar um tratado que possa entrar em vigor em 1o de janeiro, quando o Reino Unido cortará definitivamente os laços com a UE. A controversa lei do mercado interno dificulta seu avanço.

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