Apresentada à comissão eleitoral palestina na noite de ontem, a lista Liberdade "conta com o apoio de Marwan Barghouthi" e a presença de sua mulher, Fadwa, em segundo lugar, "prova isso", disse Al Kidwa à AFP.

Partido laico do presidente Mahmud Abbas, o Fatah expulsou Al Kidwa recentemente por criticar a liderança palestina e por querer se apresentar sozinho nas legislativas de 22 de maio - as primeiras desde 2006.

Este dissidente teve intensas discussões com "sócios e partidários" de Barghouthi, com pontos de vista convergentes sobre "quase tudo", disse à AFP.

Ele afirmou, no entanto, que não se trata de uma lista conjunta Barghouthi-Al Kidwa.

Nesta quinta-feira, um dia depois da data-limite para a apresentação de candidaturas, a comissão eleitoral anunciou ter recebido 36 listas. Destas, 13 foram validadas, e as restantes, incluindo a Liberdade, ainda não foram examinadas.

Segundo observadores, Barghouthi, visto por seus partidários como o "Mandela palestino", poderá se reservar a possibilidade de concorrer à eleição presidencial, prevista para 31 de julho.

Esta figura palestina cumpre cinco penas de prisão perpétua por homicídio, por seu papel em diferentes atentados contra Israel durante a segunda Intifada (2000-2005).

Segundo uma pesquisa recente, 22% dos palestinos gostariam de vê-lo como o próximo presidente da Autoridade Palestina, contra 14% para Ismail Haniyé, do movimento islamista Hamas, e 8%, para Abbas.

A última disputa presidencial palestina remonta à vitória de Abas em 2005. Um ano depois, foram realizadas as eleições legislativas, nas quais seus rivais do Hamas se impuseram - prelúdio de intensos choques entre ambos os lados.

No final deste confronto, o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, enquanto o Fatah, de Abbas, governa a Cisjordânia.

Passados anos de tensão, ambas as legendas decidiram, em 2020, realizar eleições nos dois territórios e se comprometeram a aceitar os resultados das urnas.

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