"Não deixaremos de lutar até que todo o mundo, e me refiro a todo o mundo, tenha acesso a abortos seguros e legais, independentemente de sua renda, endereço ou etnia", disse a deputada democrata Barbara Lee, que, no passado, falou publicamente sobre o seu próprio aborto feito de forma clandestina.

Se a Suprema Corte anular a jurisprudência que fundamenta o direito ao aborto nos Estados Unidos desde 1973, como sugere o vazamento de um rascunho de decisão da máxima instância judicial do país pelo site Politico no dia 2 de maio, cada estado estaria livre para proibir ou autorizar o procedimento.

Vinte estados conservadores já prometeram proibir o aborto, alguns inclusive em casos de estupro e incesto.

"Como é possível dizer para uma menina de 12 anos no Alabama, e vítima de incesto, que ela não pode receber a atenção que merece?", criticou a legisladora Diana DeGette, uma das líderes do grupo favorável ao direito ao aborto da Câmara dos Representantes.

Se a jurisprudência do caso Roe vs. Wade for anulada pela Suprema Corte, as opções para proteger esse direito a nível federal são escassas.

Em meados do segundo semestre de 2021, a Câmara votou uma lei que garante o acesso à interrupção da gravidez em todo o país. Porém, o texto ainda não foi referendado pelo Senado, no qual os democratas têm estreita maioria.

Ansiosas por opinar sobre o debate, muitas das maiores organizações progressistas do país vêm convocando os americanos a se manifestar maciçamente neste fim de semana.

Quatro mobilizações importantes estão previstas em Washington, Nova York, Chicago e Los Angeles, assim como centenas de comícios no restante do país.

"As americanas estão se manifestando e se fazendo ouvir", disse a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.