O líder do partido de ultradireita Liga, contrário à migração e que integra a coalizão de governo que tem Mario Draghi como primeiro-ministro, foi acusado de sequestro e abuso de poder por ter proibido o desembarque de 147 migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo pela ONG Open Arms em agosto de 2019.

Durante seis dias Salvini se negou a conceder a permissão para atracar em um porto seguro ao navio da ONG espanhola, que ancorou na pequena ilha italiana de Lampedusa, ao sul da Sicília, enquanto as condições pioravam para as pessoas a bordo.

Os migrantes foram autorizados a desembarcar graças a uma ordem da justiça siciliana após uma inspeção a bordo que confirmou a emergência sanitária e a superlotação do navio.

Matteo Salvini alega que atuou pelo bem da Itália e para dissuadir os migrantes de embarcar nas costas africanas para uma viagem perigosa no Mediterrâneo.

O Senado aprovou no ano passado a retirada de imunidade parlamentar de Salvini, 48 anos, o que abriu o caminho para o julgamento.

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