O ato foi condenado pela Associação Alemã de Jornalistas.

Em um comunicado publicado nesta sexta-feira (11), dia do início do torneio, "a Associação Alemã de Jornalistas (DJV) protesta contra a exclusão do repórter da ARD Robert Kempe da Eurocupa na Rússia".

Esta "inaceitável violação da liberdade de imprensa mostra, mais uma vez, que a Rússia não quer matérias críticas e que elas (as matérias) têm consequências para os jornalistas", denuncia a associação.

A DJV "espera que a Uefa use sua influência junto às autoridades locais para que nosso colega possa trabalhar".

Em uma nota, o órgão europeu respondeu que "não está em posição de mudar uma decisão semelhante, nem de obter informações detalhadas sobre os motivos da rejeição do pedido".

O credenciamento do repórter continua sendo válido nas demais sedes da Eurocopa, disse a Uefa.

Robert Kempe, especialista em matérias investigativas sobre os vínculos entre esporte e política, trabalhou recentemente nas relações entre o gigante do gás russo Gazprom e a Uefa, com uma visão crítica.

Antes do Mundial de 2018 na Rússia, Kempe investigou questões delicadas para a Rússia, especialmente sobre a Chechênia, ou sobre a contratação de trabalhadores norte-coreanos para a construção de um estádio em Moscou.

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