"Todos os acordos de paz assinados por Israel com os países árabes, incluindo o tratado de paz com a Jordânia, não podem substituir a resolução da questão palestina com base em dois Estados", declarou o ministro jordano das Relações Exteriores, Ayman Safadi, segundo um comunicado.

O chanceler transmitiu essas afirmações ao seu homólogo israelense, Gaby Ashkenazi, em um encontro na ponte Allenby (ou ponte do rei Hussein), uma passagem controlada por Israel e que une a Cisjordânia ocupada com a Jordânia.

O ex-presidente americano Donald Trump impulsionou os acordos de normalização com Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Sudão, deixando de lado as negociações entre Israel e os palestinos.

"Alcançar uma paz justa e global passa pela solução de dois Estados, com um Estado palestino independente com Jerusalém ocupada como capital", insiste o comunicado do ministério jordano das Relações Exteriores.

Safadi também reiterou a "necessidade de parar de construir e estender as colônias, de demolir as casas (palestinas) e outras práticas ilegais que prejudicam a solução de dois Estados e todas as possibilidades de alcançar uma paz justa sem a qual a região não terá paz e estabilidade".

Os dois responsáveis, que já se reuniram em 3 de dezembro neste mesmo local, também conversaram sobre as exportações da Jordânia para a Cisjordânia, e Safadi afirmou que é preciso retirar as restrições israelenses que as dificultam.

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