Yana Sizikova, de 26 anos e 101ª no ranking mundial de duplas, foi detida na quinta-feira após uma partida da edição atual da competição de tênis, como parte da investigação aberta em 1º de outubro por "corrupção esportiva" e "fraude", informou a Promotoria, confirmando uma informação do jornal Le Parisien.

A investigação foi revelada em outubro pelo jornal alemão Die Welt e pelo jornal esportivo francês L'Equipe e tem como foco a partida de duplas femininas disputada pelo duo formado por Sizikova e a americana Madison Brengle contra as romenas Andreea Mitu e Patricia Maria Tig, em 30 de setembro, na primeira rodada da edição de 2020 do grand slam parisiense.

As suspeitas centram-se, particularmente, no quinto game do segundo set, vencido de forma esmagadora pela dupla romena após duas duplas faltas duvidosas de Sizikova, 765º no ranking mundial individual da WTA.

Mitu e Tig prevaleceram em dois sets, 7-6 e 6-4.

De acordo com uma fonte próxima ao caso, entrevistada em outubro, as apostas neste jogo atingiram "somas anormalmente elevadas de várias dezenas de milhares de euros".

- Alertas internacionais -

A Autorité Nationale des Jeux (ANJ), órgão francês que regula os jogos, as corridas de cavalos e as apostas esportivas em França, não havia detectado anomalias "no mercado francês", mas recebeu alertas "da GLMS (Global Lottery Monitoring System) e do grupo de Copenhague (que reúne 33 plataformas de combate à manipulação esportiva no mundo)", segundo uma fonte da ANJ.

A Federação Francesa de Tênis (FFT), organizadora de Roland Garros, confirmou "a detenção da jogadora".

Mas informou que não pode dar mais informações, "porque se trata de uma investigação judicial em andamento. As autoridades judiciárias competentes devem responder sobre a situação", acrescentou.

O tênis tem sido atingido por casos de partidas manipuladas, mas geralmente na segunda ou terceira categoria. Várias investigações foram abertas na França.

Até ao momento, a investigação mais conhecida neste país foi aberta pelo Ministério Público Financeiro (PNF) em julho de 2019 por corrupção esportiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com ramificações europeias.

O processo, ainda em curso, está ligado a uma investigação iniciada na Bélgica que atinge pelo menos sete países (Bulgária, Eslováquia, Alemanha, Holanda, França, Estados Unidos e Bélgica) com um grupo altamente estruturado nos países do Leste Europeu, que atua a partir da Bélgica e que é especializado em partidas de tênis.

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