Dias antes da captura, os huthis ameaçaram atacar embarcações israelenses nestas águas estratégicas, situadas no nordeste da África e na península arábica, em represália ao conflito entre Israel e o movimento islamista Hamas na Faixa de Gaza.

A guerra começou após um ataque sem precedentes do grupo palestino em Israel em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.200 mortos, segundo as autoridades israelenses.

O cargueiro capturado no domingo é operado por uma empresa japonesa, o que levou Tóquio a intervir diretamente junto aos rebeldes.

O Japão está em "comunicação com Israel e, além dos contatos diretos com os huthis, pedimos encarecidamente para Arábia Saudita, Omã, Irã e aos demais países envolvidos que instem os huthis para que libertem rapidamente o barco e os membros da tripulação", declarou nesta segunda o ministro japonês das Relações Exteriores, Yoko Kamikawa.

O gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, informou no domingo que o navio pertence a uma empresa britânica e é operado por um grupo japonês.

Além disso, afirmou que a tripulação é composta por 25 membros de diversas nacionalidades, entre eles ucranianos, búlgaros, filipinos e mexicanos.

A empresa de segurança marítima Ambrey informou que o dono do navio é a companhia Ray Car Carriers, cuja empresa matriz pertence ao empresário israelense Abraham "Rami" Ungar.

O exército de Israel informou que o navio zarpou da Turquia com destino à Índia e que a bordo há "civis de várias nacionalidades, mas não israelenses". "Não é um navio israelense", reforçou.

Desde o início da guerra civil no Iêmen, em 2014, os huthis tomaram o controle de grandes extensões de território.

O porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, afirmou na rede social X (antigo Twitter) que "vão continuar realizando operações militares contra o inimigo israelense até a suspensão da agressão contra Gaza e os crimes abomináveis" contra os palestinos em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

O chefe-adjunto do Estado-maior dos huthis, general Ali Al Moshki, reiterou a ameaça nesta segunda na TV Al Masirah: "os navios israelenses são alvos legítimos para nós, estejam onde estiverem".

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