A autoridade anti-monopólio estabeleceu que as duas empresas violaram cada uma o Código do Consumidor duas vezes, "ao não fornecer informação suficiente aos seus clientes" e "por práticas agressivas relacionadas à aquisição e uso de dados do consumidor com finalidades comerciais".

O órgão lembrou que os dois gigantes digitais, que deverão pagar cada um 10 milhões de euros (11,2 milhões de dólares), coletam informações de seus clientes por meio de seus perfis e que não forneceram informações claras e precisas sobre o uso que fazem desses dados.

A Google, por exemplo, foi acusada de instalar na fase de criação de uma conta um pedido indispensável para o uso de todos os serviços oferecidos e no qual o usuário aceita que a empresa colete e utilize suas informações pessoais para fins comerciais.

Essa autorização permite "a transferência e uso de dados por parte da Google (...) sem a necessidade de outras passagens, durante as quais o usuário poderia confirmar ou modificar sua escolha", explica a nota.

Já a Apple "coleta, filtra e utiliza os dados dos usuários para fins comerciais mediante o uso de seus dispositivos e serviços, o que a permite explorar diretamente seu valor econômico por meio da atividade promocional para aumentar a venda de seus próprios produtos e/ou os de terceiros por meio de suas plataformas comerciais", diz o comunicado.

A agência italiana impôs, na última terça-feira, uma forte multa de 200 milhões de euros (225 milhões de dólares) à Amazon e Apple, por violarem as regras da concorrência ao restringirem o acesso da plataforma Amazon a alguns revendedores de produtos Apple.

Em maio, multou com 102 milhões de euros (114 milhões de dólares) a Google por abuso de sua posição dominante.

Os países da União Europeia aumentaram as sanções financeiras contra os gigantes digitais americanos e chineses, em um esforço para regulamentar suas atividades.

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