Segundo a fonte, a decisão é da responsabilidade das autoridades italianas, embora a Comissão Europeia não tenha se manifestado contra a medida.

O jornal italiano La Reppublica mencionou em sua edição eletrônica que se trata de uma remessa de 250.000 doses da vacina.

Uma fonte diplomática próxima ao caso informou que as "autoridades italianas competentes" receberam do laboratório um pedido de autorização de exportação, embora após consultas junto à Comissão Europeia o governo tenha decidido pela negativa.

"A proposta italiana de negação de autorização teve o apoio da Comissão Europeia", garantiu a fonte diplomática, que acrescentou que o ministério italiano das Relações Exteriores "emitiu a negação de exportação no mesmo dia em que a Comissão informou à Itália que estava de acordo com a medida".

No dia 28 de janeiro, sob forte pressão devido às dificuldades da AstraZeneca em distribuir o número negociado de doses da vacina anticovid, a UE anunciou um sistema de monitoramento para exportação do produto.

O sistema, denominado "Mecanismo de Licenciamento e Transparência de Exportação", visa coletar informações sobre a produção de vacinas contra a covid-19 enviadas para fora da UE.

Autoridades da UE disseram na época que se tratava de uma "medida de emergência" e não era dirigida a nenhum laboratório em particular, mas claramente oferece aos Estados-membros a capacidade de vetar remessas fora do bloco se não forem consideradas "legítimas".

Ao anunciar este novo sistema de controle, uma fonte que falou sob condição de anonimato garantiu que não se tratava de uma "proibição de exportação", embora tenha admitido que a recusa de autorizar a venda poderia ocorrer "em casos raros".

Assim, a Itália é o primeiro país da UE a usar esta prerrogativa.

Na Itália, 1,52 milhão de pessoas já foram vacinadas, principalmente profissionais da saúde e idosos. Com uma população de cerca de 60 milhões de habitantes, o país já aplicou 4,8 milhões de doses no total.

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