"O governo israelense transferiu tudo o que cabia, de um ponto de vista financeiro, à Autoridade Palestina, ou seja, 3,768 bilhões de shekels" (US$ 1,15 bilhão), tuitou o ministro Hussein al-Sheikh.

O ministro se referia às taxas que Israel recebe em nome da Autoridade Palestina e que devem ser repassadas na sequência para o respectivo governo. O montante estava congelado desde maio, quando o contato entre ambas as partes foi interrompido.

No início desta semana, um oficial israelense que pediu que sua identidade não fosse revelada informou à AFP que "o gabinete de segurança havia aprovado a transferência de dinheiro para a Autoridade Palestina", sem especificar o valor.

O primeiro-ministro palestino, Mohammed Shtayyeh, enfatizou na segunda-feira que os palestinos tinham "direito" a esse dinheiro, o que seria um alívio para suas asfixiadas finanças.

Os funcionários "vão receber tudo o que lhes é devido. Foram muito pacientes durante meses e vai demorar apenas um pouco mais agora", afirmou.

Ao não receber o dinheiro das taxas, a Autoridade Palestina teve de parar de pagar seus funcionários.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, decidiu, em maio, cortar seus contatos de segurança com Israel para protestar contra seu plano de anexação de partes da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967. Este projeto foi suspenso por enquanto.

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