A República Islâmica teve seu direito ao voto suspenso em janeiro, em virtude do artigo 19 da Carta das Nações Unidas, que prevê uma suspensão temporária para qualquer país cujas dívidas com a organização sejam iguais ou maiores que o valor de suas contribuições durante dois anos completos.

Teerã argumenta que suas dívidas com a ONU (16,2 milhões de dólares em fevereiro) são o resultado das sanções americanas, que foram restabelecidas pelo presidente Donald Trump em 2018, e que privam o Irã do acesso ao sistema financeiro internacional.

O Irã "rejeita" essa suspensão de voto, explicou em uma carta o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, ao secretário-geral da ONU Antonio Guterres.

"Essa decisão é fundamentalmente falha, totalmente inaceitável e absolutamente injustificada, porque a incapacidade do Irã de honrar suas obrigações financeiras com as Nações Unidas é consequência direta" das sanções americanas, disse.

O restabelecimento das sanções econômicas americanas contra o Irã são consequência da decisão de Trump de denunciar unilateralmente em 2018 o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, assinado três anos antes em Viena e validado mediante a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU.

Em resposta, o Irã começou em 2019 a violar o tratado e a reativar seu controverso programa nuclear.

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