"Consideramos esta posição realista e promissora. E esta posição poderia ser o início da correção do mau processo que levou a diplomacia a um beco sem saída. Celebramos estas declarações", disse Ali Rabii, porta-voz do governo, em uma entrevista coletiva em Teerã.

Rabii respondeu, assim, a uma pergunta sobre as palavras ditas na sexta-feira por Rob Malley, enviado do presidente americano, Joe Biden, para o Irã, durante uma entrevista na emissora de televisão PBS.

"Os Estados Unidos sabem que, para voltar a respeitar (o acordo de Viena), vão ter que suspender essas sanções que estão em contradição com o acordo iraniano (...) sobre energia nuclear", disse Malley.

O acordo internacional sobre energia nuclear iraniana alcançado em Viena em 2015 corre o risco de implodir desde que o então presidente americano, Donald Trump, denunciou-o unilateralmente em 2018. Ao mesmo tempo, Trump restabelecia as sanções dos EUA contra o Irã, as quais o pacto tinha permitido suspender.

Em resposta, o Irã superou gradualmente, desde 2019, a maioria dos principais compromissos assumidos em Viena.

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