"É uma realidade. A AIEA não trata o Irã como deveria e já afirmamos em várias ocasiões", declarou Behruz Kamalvandi, porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atômica.

Segundo ele, se o Irã é vítima desse tratamento é "principalmente porque os organismos internacionais estão sob a influência de países poderosos".

"Estes últimos os financiam e em troca exercem pressão", completou.

A poucos dias da retomada das negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, que pretendem evitar que Teerã desenvolva armamento atômico, a tensão é grande entre o Irã e a agência da ONU.

No retorno de uma visita a Teerã, Grossi admitiu que as conversas com as autoridades iranianas não deram frutos.

"Diante da atitude da comunidade internacional, tentamos fazer valer os nossos direitos e contra-atacar a imagem negativa que tentam fabricar contra nosso país. (Os ocidentais) dizem que estamos tentando conseguir armas nucleares e que devem impedir a qualquer custo", declarou Kamalvandi.

"A indústria nuclear é uma indústria chave na qual temos que apostar. Não devemos nos render, e sim continuar com os esforços", insistiu.

O acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015 entre Irã, Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, França e Alemanha, significou para Teerã a suspensão de algumas sanções internacionais que asfixiavam sua economia, em troca da redução drástica do alcance de seu programa nuclear, que foi colocado sob rígido controle da ONU.

Mas o governo dos Estados Unidos abandonou o acordo em 2018, durante a presidência de Donald Trump e retomou as sanções. Em consequência, Teerã abandonou de maneira gradual os compromissos assumidos.

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