"Após várias denúncias, a Procuradoria-Geral ordenou a abertura de uma investigação sobre a possível coleta não autorizada de informações confidenciais", disse a Procuradoria em um comunicado.

Após seis meses de investigações, um consórcio de 17 veículos de comunicação internacionais acusou a Hungria de usar, assim como Marrocos, México e outros países, a tecnologia de espionagem Pegasus, criada pelo grupo israelense NSO.

Na Hungria, cerca de 300 celulares pertencentes a jornalistas, advogados e pessoas de negócios foram alvo dessa espionagem, segundo o consórcio de veículos Forbbiden Stories, o que seria um caso único no berço da União Europeia.

As autoridades do governo afirmam que as acusações são "infundadas".

A oposição liberal, os representantes de jornalistas e advogados exigiram uma investigação independente.

A Comissão Europeia publicou na terça-feira seu relatório anual sobre a situação do estado de direito nos países da UE, com críticas particularmente a Hungria e Polônia por violaçõe da independência judicial, pluralismo da imprensa e fracassos no combate à corrupção.

O programa Pegasus pode hackear os celulares sem que o dono perceba, o que permite aos clientes lerem todas as mensagens, rastrear a localização do aparelho e interferir na câmera e no microfone do celular.

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