"As autoridades huthis do Iêmen suprimiram as informações sobre os perigos e o impacto da covid-19 e minaram os esforços internacionais para proporcionar vacinas nas áreas sob seu controle", afirma a HRW em um comunicado.

"Nenhuma vacina chegou às zonas controladas pelos huthis", lamentou a ONG, que pediu aos rebeldes "medidas imediatas" para vacinar a população e "parar de divultar informações equivocadas sobre o vírus".

"A decisão deliberada das autoridades huthis de silenciar o número real de casos de covid-19 e sua oposição à vacina colocam em risco a vida dos iemenitas", declarou Michael Page, vice-diretor da HRW para o Oriente Médio.

No fim de março, o Iêmen recebeu 360.000 doses da vacina AstraZeneca como parte do mecanismo Covax, administrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que pretende abastecer os países mais pobres com vacinas.

Oficialmente, o Iêmen, com 30 milhões de habitantes, registrou 6.700 casos de covid-19 e 1.321 mortes.

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