O anúncio prejudica a reputação do território de Hong Kong, submetido a um rígido controle do poder central chinês desde o fim do ano passado, em resposta às grandes manifestações pró-democracia de 2019.

A Heritage Foundation classifica os países de acordo com as leis e regulamentações: quanto mais favorável ao capital e às empresas, mais livre o país é considerado.

Exceto uma vez, Hong Kong figuroou durante 26 anos na liderança da classificação, o que era motivo de orgulho para o governo da cidade e um argumento para atrair investimentos.

Hong Kong não aparece no ranking de 2021 publicado nesta quinta-feira.

"A perda da liberdade política e autonomia de Hong Kong nos últimos dois anos tornou esta cidade quase indistinguível, em muitos aspectos, de outros grandes centros comerciais chineses como Xangai e Pequim", escreveu no The Wall Street Journal o fundador da Heritage Foundation, Edwin J. Feulner.

"Os vínculos entre Hong Kong e Pequim estão se fortalecendo, enquanto as tradições herdadas da ex-potência colonial britânica, como o direito consuetudinário, a liberdade de expressão e a democracia, foram consideravelmente enfraquecidas", argumentou.

Em 2019, Hong Kong ocupou o primeiro lugar da lista, mas em 2020 caiu para o segundo lugar, atrás de Singapura, seu principal rival na região.

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