Apesar das restrições devido ao coronavírus, as manifestações não param há sete dias nas grandes cidades, mas também em muitas pequenas cidades tradicionalmente conservadoras, segundo imagens da mídia.

Em Varsóvia, as manifestantes se reuniram em frente a uma organização de juristas ultracatólicos, Ordo Iuris, promotor de várias iniciativas pela proibição total do aborto, antes de se dirigirem à sede da televisão pública TVP, considerada o principal canal de propaganda do governo conservador.

Na semana passada, o Tribunal Constitucional, reformado pelo partido nacionalista ultracatólico no governo, Lei e Justiça (PiS), proibiu o aborto em caso de malformação grave do feto, argumentando que é "incompatível" com a Constituição.

A lei do aborto em vigor na Polônia já era uma das mais restritivas da Europa.

O Tribunal limitou o direito ao aborto apenas quando houver perigo de morte para a mulher grávida ou se for uma gravidez resultante de estupro ou incesto. Uma grande manifestação está marcada para sexta-feira em Varsóvia.

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