Diante da Assembleia Nacional, o primeiro-ministro prometeu que as autoridades dispersariam rapidamente os grupos de mais de seis pessoas que se aglomerem em locais públicos. Aqueles que se recusarem a usar máscara serão processados.

Ajuda às crianças de famílias carentes privadas das cantinas escolares, deslocamentos permitidos para acompanhar os filhos até a casa dos avós: o premiê detalhou as novas medidas que o presidente Emmanuel Macron anunciou solenemente na véspera, em discurso transmitido em rede nacional e acompanhado por 30 milhões de telespectadores.

O presidente anunciou o fechamento na sexta-feira por três a quatro semanas das escolas e a extensão para todo país, a partir de sábado à noite, das restrições já impostas a 19 departamentos.

Estas novas medidas são "necessárias para nos permitir dar um passo à frente - espero que seja um último passo -, na perspectiva da aplicação em massa da vacinação e do retorno à normalidade", justificou o chefe de governo.

Com as medidas, o pico epidêmico de pessoas infectadas com covid-19 poderia ser alcançado em "aproximadamente 7 a 10 dias", declarou nesta quinta o ministro francês da Saúde, Olivier Véran.

Quase 95.000 pessoas morreram na França por causa da covid-19 desde o início da pandemia, mais de um ano atrás.

Os contágios aumentaram claramente nas últimas semanas, devido à variante inglesa considerada mais contagiosa, ameaçando sobrecarregar os serviços de emergência nas regiões mais afetadas (Paris e norte da França).

Ao mesmo tempo, a campanha de vacinação, que o Executivo quer acelerar, é prejudicada por uma crônica falta de doses, em parte devido às falhas do sistema de controle centralizado da União Europeia.

Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou hoje a lentidão "inaceitável" da vacinação na Europa.

Os deputados franceses aprovaram as novas medidas por 348 votos contra 9, mas as oposições de direita (LR) e de esquerda (LFI, PS, PCF) boicotaram a votação para denunciar um "atropelamento do Parlamento".

O presidente francês, que arbitra há vários meses entre a saúde e os imperativos econômicos e sociais na luta contra a pandemia, mais uma vez descartou um confinamento estrito.

Resolveu, no entanto, fechar creches, escolas e faculdades por três a quatro semanas, embora até agora tenha feito da abertura dos estabelecimentos educacionais uma prioridade - ao contrário de muitos países europeus.

Duas semanas serão de férias escolares. Nas demais semanas, os cursos serão ministrados remotamente para limitar os efeitos na educação dos jovens.

Em todo território, lojas não essenciais, principalmente de roupas, deverão fechar, e os deslocamentos serão limitados a 10 km. Viagens entre regiões estão proibidas após o fim de semana da Páscoa.

A ajuda às empresas custará às finanças públicas 11 bilhões de euros por mês, segundo o Ministério da Economia.

O chefe do Estado apontou, porém, para o fim do túnel no horizonte, prometendo a reabertura de alguns locais de cultura e de bares e restaurantes a partir de meados de maio.

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