"Alguns membros da equipe da ONU foram detidos e outros receberam disparos", informou Redwan Hussein.

"Contornaram dois postos de controle para dirigir seus veículos onde não tinham autorização e depois de serem informados que não podiam ir. Quando estavam prestes a pular o terceiro, foram baleados e presos", explicou.

Este tiroteio ocorreu em um momento em que os membros da ONU e das agências de ajuda humanitária continuam buscando acessar o norte da Etiópia, mais de uma semana após o fim dos combates, em 28 de novembro.

Durante uma coletiva de imprensa na capital Adís Abeba, Redwan insistiu que a equipe da ONU foi culpada pelo incidente ocorrido no domingo perto da cidade de Shire, afirmando que "se lançaram em uma espécie de expedição aventureira".

"Este país não é 'terra de ninguém'. Tem um governo", afirmou.

"Se é dito a alguém que não vá, então deve acatá-lo. Não se pode ignorar uma advertência governamental e depois tentar passar por cima de todos", acrescentou.

Milhares de pessoas morreram nos combates iniciados em 4 de novembro entre forças governamentais e leais ao Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), separatista.

Quase 50.000 civis fugiram para o Sudão, enquanto cerca de 600.000 que vivem no Tigré dependem da distribuição de alimentos, inclusive desde antes de começarem os confrontos armados.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.