A aquisição dessa tecnologia pelos Emirados "modificará significativamente o equilíbrio de forças no Golfo e afetará a vantagem militar de Israel", disse o principal aliado de Washington na região, o representante democrata Eliot Engel em comunicado nesta quinta-feira.

"Precipitar-se para vender (esses aviões) não interessa a ninguém", acrescentou Engel, que destacou as consequências que essa transação pode gerar se outros aliados árabes dos Estados Unidos também pedirem para comprar F-35.

A decisão foi anunciada informalmente aos membros da Comissão das Relações Exteriores da Câmara de Representantes, afirmou o congressista democrata.

O Departamento de Estado, que geralmente anuncia as vendas de armas aos países estrangeiros, não desmentiu a informação, e lembrou que essas operações são comunicadas oficialmente, uma vez notificadas ao Congresso.

O anúncio chega depois que o secretário americano da Defesa, Mark Esper, fez uma breve visita nesta quinta a Tel Aviv para novas negociações sobre "a vantagem militar qualitativa" de Israel na região.

Na semana passada, Israel disse que não se oporia se os Estados Unidos vendesse o F-35 aos Emirados Árabes Unidos após a normalização de suas relações com o Estado hebreu, depois de receber garantias por parte de Esper.

No entanto, Israel se opõe historicamente à venda de F-35 aos outros países do Oriente Médio, incluindo Jordânia e Egito (países com os quais firmou acordos de paz), porque quer manter sua superioridade tecnológica na região.

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