A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) "iniciará o processo regulatório nos próximos meses para revisar, cancelar ou restabelecer cinco medidas da Lei de Espécies Ameaçadas finalizadas pela administração anterior", informou a agência em um comunicado.

Essa lei, de 1973, referência mundial em proteção ambiental, permitiu salvar da extinção animais como a águia-careca, um dos símbolos do país.

No entanto, a norma foi profundamente modificada pelo governo republicano de Trump, que eliminou, por exemplo, uma cláusula que concede a espécies ditas "ameaçadas" a mesma proteção das espécies "em risco imediato de extinção".

Hoje, as empresas podem construir estradas, oleodutos, gasodutos, minas e realizar outros projetos industriais em áreas designadas como "habitat crítico" para uma espécie em risco de extinção.

O governo democrata anunciou sua intenção de reverter essas duas medidas, entre outras.

Um projeto de lei será levado à consideração do público antes de ser apresentado ao Congresso.

"Apreciamos que o governo Biden está avançando para proteger as espécies mais ameaçadas e reverter as medidas da era Trump, mas o tempo está se esgotando", alertou a organização ambientalista Earthjustice em um comunicado, expressando preocupação de que o processo possa levar "meses ou até anos".

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