Entre janeiro de 2020 e março de 2021, as sete maiores economias do planeta injetaram 189 bilhões de dólares em combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão), ante 147 bilhões de dólares em energias limpas, diz nota da Tearfund, Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) e o Overseas Development Institute (ODI).

De acordo com essas ONGs, 8 em cada 10 dólares gastos ajudando o setor de combustíveis fósseis a superar a crise ocorreu sem exigir em troca a redução das emissões poluentes.

Em particular, os governos tiveram que resgatar, por exemplo, companhias aéreas ou aeroportos ameaçados de falência devido à paralisia das viagens e do tráfego aéreo devido à pandemia.

O estudo aponta para o abismo que existe no Reino Unido, país que sediará a conferência do clima COP26 no final do ano, entre as promessas verdes do governo e os gastos do Tesouro.

De todos os países do G7, o Reino Unido tem o pior registro de ajuda a combustíveis fósseis, apesar de prometer interromper o financiamento de projetos no exterior e proibir novos carros a gasolina e diesel a partir de 2030.

O G7 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido - se comprometeu em maio a encerrar ainda esse ano a ajuda pública a usinas termelétricas a carvão.

Além disso, uma das prioridades de sua cúpula de chefes de estado e governo, marcada para 11 a 13 de junho no sudoeste da Inglaterra, será promover uma recuperação "verde" da pandemia.

Esses países "estão entre os maiores poluidores do planeta, respondendo por apenas 10% da população mundial, mas um quarto das emissões de CO2", disse Paul Cook, da Tearfund.

"As decisões tomadas hoje pelos países do G7 irão acelerar a transição para um futuro climático melhor ou minar os esforços para lidar com a crise climática", enfatizou.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.