De acordo com as autoridades palestinas, Ali Ayman Nasr Abu Aliya, de 13 anos, foi baleado durante uma manifestação na sexta-feira na cidade de Mughayir contra a criação de uma colônia israelense na área.

Ele chegou a ser transferido em estado crítico para um hospital em Ramallah, mas não resistiu aos ferimentos.

A cidade de Ramallah está sujeita a um toque de recolher à tarde e aos finais de semana para conter a pandemia de covid-19.

A Cisjordânia, território palestino de 2,8 milhões de habitantes, ocupado desde 1967 pelo Exército israelense, registra oficialmente 71.703 casos de contaminação, com 678 mortes.

A agência de notícias palestina Wafa informou que outras quatro pessoas foram feridas por tiros de soldados israelenses.

O Exército israelense nega ter disparado balas letais e afirma ter usado "meios de dispersão" para evitar que os manifestantes atirassem pedras nas forças de segurança.

O emissário da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, pediu na sexta-feira que Israel iniciasse uma investigação sobre esse ato "inaceitável", descrito como "atroz" pela Autoridade Palestina.

De acordo com a Wafa, o Ministério das Relações Exteriores da Palestina anunciou na sexta-feira que vai processar Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI) pela morte do adolescente.

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