O funcionário turco Mete Cantürk foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão, segundo a agência estatal de notícias Anadolu. Ele compareceu ao julgamento em liberdade após a suspensão, em junho de 2019, da prisão domiciliar imposta em janeiro de 2018.

As autoridades turcas acusam-no, principalmente, de estar vinculado ao movimento do pregador Fethullah Gulen, classificado como "terrorista" por Ancara.

O governo acusa Gulen de ter orquestrado o frustrado golpe de Estado de julho de 2016, o que ele nega.

Em junho, um tribunal de Istambul condenou outro funcionário turco do consulado americano, Metin Topuz, a quase nove anos de prisão, também por "ajudar um grupo terrorista".

À época, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou estar "profundamente preocupado" com o veredicto e disse esperar que fosse "rapidamente anulado".

O processo de Mete e Topuz envenenou as relações entre Turquia e Estados Unidos nos últimos anos.

O movimento do pregador Gulen foi durante muito tempo aliado de Erdogan até sua ruptura, em 2013, com a difusão de gravações que acusavam o entorno do atual presidente turco de corrupção.

As autoridades prenderam vários supostos partidários de Gulen, algo que se intensificou desde a tentativa de golpe de 2016.

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