Diante da prisão domiciliar de Chamorro, que a impossibilita de se candidatar às eleições gerais de seu país, "a França condena veementemente as medidas incompatíveis com um processo eleitoral, livre, sincero e transparente", disse o comunicado oficial do Ministério de Relações Exteriores.

A França "pede a sua anulação e a libertação imediata de Cristiana Chamorro", acrescenta. "Essas decisões fazem parte de um clima degradado após várias medidas adotadas desde o final de 2020" contra a pluralidade política e a liberdade de imprensa no país centroamericano, afirma o texto.

Chamorro foi presa na quarta-feira depois que um tribunal de Manágua emitiu um mandado de busca e prisão por crimes de "gestão abusiva, falsidade ideológica em competição real com o crime de lavagem de dinheiro, bens e ativos".

Chamorro, de 67 anos, declarou publicamente sua intenção de representar a oposição como única candidata para as eleições de 7 de novembro. Pesquisas recentes a colocam como a candidata com maior apoio popular depois de Ortega.

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