Troya, de 25 anos, e um dos realizadores do vídeo do polêmico rap "Patria y Vida", "foi libertado na noite de sábado e está bem fisicamente, embora ainda incomodado pelo que ocorreu", explicou à AFP seu irmão, Yuri.

Esta "é a maior alegria que podiam dar à minha mãe, que estava desesperada", acrescentou Yuri, destacando que Troya está "sob medida cautelar de prisão domiciliar, à espera do processo de apelação da sentença proferida pelo tribunal".

Eliexer Márquez (El Funky), amigo de Troya e um dos dois rappers cubanos que cantam "Patria y Vida", postou em seu perfil no Facebook uma foto em que o fotógrafo abraça sua mãe, enquanto faz o sinal da vitória com a mão.

Ao grito de "temos fome", "abaixo a ditadura" e "liberdade", milhares de cubanos protestaram em 11 e 12 de julho em mais de 40 cidades do país em atos que deixaram um morto, dezenas de feridos e centenas de feridos.

Troya foi detido enquanto caminhava pela área do Capitólio de Havana, com sua câmera pendurada no ombro, e foi condenado na quarta-feira a um ano de prisão em um processo de "atestado direto" (julgamento expedito), junto com outros 12 participantes das manifestações.

Em coletiva de imprensa no sábado, o presidente do Tribunal Supremo, Rubén Remigio Ferro, disse que 59 cubanos tinham sido julgados até a data por "delitos menores" como desacato, desordem pública ou lesões não graves.

Ferro não informou o total de detidos durante os protestos.

A procuradora-geral da República, Yamila Peña, disse no sábado que se houver "algum erro" nos processos judiciais, será aceita a responsabilidade nos casos concretos.

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