"Esta é uma decisão histórica. A maior alocação de Direitos Especiais de Saque (SDR, sigla em inglês) na história do FMI e uma injeção no braço para a economia mundial, no momento de uma crise sem precedentes", declarou Kristalina Georgieva, diretora-gerente do fundo.

"Isso ajudará especialmente nossos países mais vulneráveis que lutam contra o impacto da crise da covid-19", destacou.

O programa, que havia sido aprovado pelo conselho executivo do fundo no mês passado, será implementado no próximo dia 23.

A emissão de novos SDR será destinada aos países membros na proporção de sua cota no FMI, informou o órgão.

Os países emergentes e em desenvolvimento receberão um total de cerca de US$ 275 bilhões.

"Também continuaremos participando ativamente com nossos membros para identificar opções viáveis para a canalização voluntária de SDR dos países membros mais ricos para os mais pobres e vulneráveis, a fim de apoiar a recuperação da pandemia e alcançar um crescimento resiliente e sustentável", assinalou Kristalina.

Os países ricos poderiam, por exemplo, transferir os SDR que lhes forem atribuídos para financiar o programa de combate à pobreza do FMI e o Fundo para o Crescimento, o que aumentaria a concessão de créditos a países de baixa renda.

Criados em 1969, os SDR não são uma moeda, nem existem materialmente. Seu valor é baseado em uma cesta de cinco moedas fortes: dólar, euro, libra, yuan e iene.

Uma vez emitidos, eles podem servir como valor de reserva, que estabiliza o valor da moeda nacional de um país, ou se converter em moedas mais fortes, para financiar investimentos.

Aos países mais pobres também é permitido obter moedas fortes sem o pagamento de juros altos.

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