Este aumento, aprovado em 14 de julho passado e anunciado nesta quinta, inclui um aumento de 45% da capacidade de empréstimos sem juros, ao mesmo tempo em que elimina os limites estritos de acesso aos países mais pobres.

A medida deve disponibilizar mais recursos para "países de baixos rendimentos que têm sólidos programas econômicos" para que possam enfrentar a pandemia e se recuperar, disse Sean Nolan, vice-diretor do Departamento de Estratégia, Políticas e Avaliação do FMI.

O Fundo oferece estes financiamentos em boa parte através de créditos por vários anos, diferentemente do que ocorreu em 2020 quando, em plena pandemia, a maior parte da ajuda foi distribuída através de programas de emergência imediatos que não estavam portanto condicionados a políticas econômicas como contrapartida.

A crise do coronavírus esgotou muito mais rápido do que o esperado os recursos destinados a estes países, a maioria da África subsaariana, e suas necessidades de financiamento continuam elevadas, segundo o FMI, que espera que a demanda de créditos se mantenha "alta durante vários anos".

No começo de julho, a diretoria-executiva do FMI deu luz verde para aumentar as reservas e as capacidades de empréstimo da instituição em cerca de 650 bilhões de dólares para ajudar os países a se recuperarem da pandemia.

Se for aprovado pela Junta de Governadores (a autoridade máxima do Fundo), o aumento acabará se concretizando em agosto.

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