Com imagens comoventes do dramático ano de 2015, quando milhares de pessoas arriscaram a vida atravessando o mar para fugir dos conflitos e da guerra, o filme, exibido para a imprensa, é um grito de protesto e de dor contra a indiferença da Europa por esse drama.

Entre os 26 filmes convidados para a seção oficial, a obra conta a história do socorrista espanhol Oscar Camps, fundador da Open Arms. Movido pela indignação com a fotografia do menino sírio de três anos que apareceu morto em uma praia, ele decidiu ir à ilha grega de Lesbos para resgatar imigrantes do mar. Ele é interpretado por Eduard Fernández.

O filme é um retrato da consciência desse grupo de socorristas diante de uma imensa tragédia, que transformou a famosa ilha turística em um acampamento de refugiados, com milhares de pessoas vivendo em condições insalubres, submetidas às inclemências do tempo e à angústia permanente.

O diretor Barrena, de 39 anos, teve de filmar em condições difíceis, no meio do mar, com refugiados reais e milhares de figurantes que falavam idiomas diferentes.

Entre as cenas mais chocantes está a descoberta, em mar aberto, de centenas de pessoas a boiando. Baseada em acontecimentos reais, é um dos maiores dramas da história recente da Europa.

Em 2015, a ilha de Lesbos e seus 85.000 habitantes viram mais de 450.000 pessoas passarem pelo território em um ano.

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