"As probabilidades de que as condições no Pacífico tropical sejam neutras até julho estão em 78% e diminuem até 55% para o período de agosto a outubro", disse a OMM.

"Para o resto do ano, a incerteza é mais marcada, segundo dados publicados no boletim "El Niño/La Niña hoje", acrescentou.

La Niña é um fenômeno que produz um resfriamento em grande escala das águas da superfície oceânica nas partes central e oriental do Pacífico equatorial, além de mudanças nos ventos, na pressão e nas chuvas.

Geralmente tem efeitos no tempo e no clima contrários ao El Niño, que é a fase quente do fenômeno denominado "El Niño-Oscilação do Sul (ENOS)".

Todos os fenômenos climáticos de origem natural agora ocorrem no contexto de mudança climática produzida pela atividade humana, que provoca o aumento das temperaturas mundiais e intensifica os fenômenos meteorológicos extremos, destacou a OMM.

"La Niña exerce um efeito de transição de resfriamento em escala mundial, que costuma ser mais intenso no segundo ano do episódio", informou.

"Isso significa que, segundo os padrões recentes, o ano 2021 teve um começo relativamente frio. Mas isso não deveria gerar uma falsa sensação de segurança, fruto da crença errônea de que existe uma pausa na mudança climática", disse o secretário-geral da OMM, professor Petteri Taalas.

Segundo novas previsões da OMM, há 90 % de chances de que ao menos um ano do período compreendido entre 2021 e 2025 se torne o mais quente já registrado, desbancando assim 2016 do primeiro lugar, um ano marcado por um intenso episódio de El Niño", acrescentou Taalas.

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