"Ainda não acabou (...) mas um grande número de terroristas foi abatido", declarou o comandante das operações em Palma, Chongo Vidigal.

Onze dias atrás, grupos armados atacaram a cidade portuária estratégica, lançando uma ofensiva a poucos quilômetros de um megaprojeto de gás de bilhões de dólares administrado pelo grupo francês Total.

Na devastada cidade de 75 mil habitantes, o oficial acrescentou que podia sentir "o cheiro dos cadáveres de terroristas".

Nas imagens veiculadas pela televisão local, corpos podiam ser visto nas ruas, casas em ruínas e veículos explodidos. E também alguns civis recolhendo alimentos.

No ataque, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), dezenas de civis, policiais e militares foram mortos, segundo dados oficiais.

O número real de vítimas é desconhecido.

Há dias, os militares tentam recuperar Palma, que caiu nas mãos dos rebeldes na noite de 26 de março, após o maior ataque desde o início da violência, há mais de três anos.

Desde então, milhares de soldados foram destacados, mas não conseguiram derrotar os insurgentes que aterrorizam a pobre província de Cabo Delgado, na fronteira com a Tanzânia.

Eles são conhecidos como Al Shabab ("os jovens" em árabe) e juraram lealdade ao EI.

O último ataque causou cerca de 11.000 deslocados, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Mais de 670 mil pessoas já foram forçadas a deixar suas casas devido à violência na região, segundo a ONU.

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