Sheij Jamal al Tawil, alto dirigente do Hamas nesse território palestino ocupado pelo exército israelense desde 1967, já foi detido em 2020 e passou oito meses em prisão preventiva, uma medida que permite a Israel prender pessoas sem mandato judicial.

Mas na terça-feira à noite as forças de segurança israelenses o prenderam de novo por desempenhar "um papel ativo para organizar distúrbios violentos, incitar a violência e restabelecer o quartel general do Hamas em Ramallah", diz uma breve mensagem do exército à imprensa.

Devido aos confrontos entre facções palestinas em 2007, o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, enquanto o Fatah laico se retirou para a Cisjordânia, onde se encontra o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas.

Segundo o Clube de Presos Palestinos, as forças israelenses multiplicaram as prisões de palestinos na Cisjordânia após os recentes confrontos em Jerusalém e o conflito em maio entre Israel e Hamas.

O movimento islamita condenou a detenção de Jamal al Tawil, que "não silenciará a voz da resistência", disse em Gaza seu porta-voz Hazem Qasem.

O dirigente foi detido em Ramallah em uma operação na qual participou a unidade de elite especializada em operações "antiterroristas" na Cisjordânia, segundo o exército.

Sua prisão ocorre em um momento de negociações para uma troca de prisioneiros entre Israel e os palestinos, com a mediação do Egito.

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