"Se tiver o respaldo da população para ser congressista, o primeiro projeto que irei apresentar com o grupo parlamentar que me acompanhar será a eliminação da imunidade parlamentar", declarou Vizcarra.

Um total de 78% dos peruanos culpam o Congresso, unicameral, pela crise política recente, em que o país teve três presidentes em poucos dias, segundo uma pesquisa da Ipsos. Mais de 60 legisladores enfrentam processos por corrupção ou outras causas, mas escapam da Justiça por contarem com imunidade.

O ex-presidente, 57, compareceu hoje ao Congresso citado pela Comissão de Fiscalização, que investiga contratos de seu governo com o cantor Ricardo Cisneros, caso investigado desde setembro, quando Vizcarra ainda estava no poder.

O ex-presidente negou-se a responder à comissão, dirigida por um de seus maiores críticos, Edgar Alarcón, do grupo populista do parlamento peruano. Ele invocou seu direito constitucional de se manter em silêncio e acusou os atuais legisladores de carecerem de "legalidade e legitimidade" para investigá-lo: "O órgão que conta com legalidade e legitimidade para esta investigação é o Ministério Público, e estamos atendendo todas as suas demandas."

Após manter, durante seus dois anos e meio na presidência, uma relação de confronto com o Congresso, Vizcarra, que não tem partido, foi convidado a liderar a lista de candidatos ao Parlamento do Somos Peru, grupo minoritário de centro, nas eleições de abril de 2021.

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