"Ele ficou efetivamente aliviado de saber que a justícia rapidamente conseguiu reverter essa arbitrariedade da que foi vitima", declarou à imprensa o advogado Daniel Bialski, na saída da superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde Ribeiro estava preso.

O ex-ministro foi detido na quarta-feira em Santos em meio a uma investigação preliminar iniciada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após avaliar um pedido de liberdade apresentado pela defesa, um juiz federal revogou a ordem de prisão por considerar que não há "risco" do ex-ministro, que afirma ser inocente, interferir nas investigações.

"Afigura-se desnecessária a segregação cautelar decretada para o fim de garantir a instrução processual, assim como a ordem pública ou econômica"m justificou o juiz Ney Bello, em declarações colhidas pela Folha de São Paulo.

A prisão de Ribeiro é vista como um golpe contra o discurso anticorrupção do presidente Jair Bolsonaro, que buscará um segundo mandato nas eleições de outubro.

O processo contra ele remonta a março, quando a Folha revelou um áudio em que Ribeiro assegurava que, a pedido de Bolsonaro, daria prioridade à liberação de recursos destinados à educação para municípios governados por "amigos" de dois influentes pastores evangélicos.

O ex-ministro renunciou à pasta da Educação em 28 de março, uma semana após o surgimento do escândalo, e estava no centro da investigação, que apura se ele também incorreu em crimes de corrupção passiva e prevaricação.

Ribeiro assumiu o Ministério da Educação em julho de 2020 como parte do governo de Bolsonaro, que chegou à presidência com forte apoio do eleitorado evangélico.

Bolsonaro tentou se desvencilhar na quarta-feira de seu ex-ministro. Em março, porém, o presidente afirmou que colocava "a cara no fogo" por Ribeiro.

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