"O governador de Morelos, Cuauhtémoc Blanco e um círculo próximo de três familiares e funcionários foram denunciados ao Ministério Público Anticorrupção por ocultar a origem, propriedade e destino milionário dos recursos por meio da triangulação de contas bancárias", anunciou o jornal Reforma.

Na denúncia apresentada pelo advogado Enrique Paredes Sotelo e entregue à Procuradoria Anticorrupção de Morelos contra Cuauhtémoc Blanco também estão envolvidos Ulises Bravo, meio-irmão do ex-jogador e governador, Edgar Riou, primo que também foi seu secretário particular, e Jaime Tamayo, amigo e colaborador.

No processo ficou estabelecido que Blanco, Bravo, Riou e Tamayo "apresentam um perfil econômico que não está de acordo com suas informações fiscais e financeiras, e não têm como justificar suas fontes de renda".

A denúncia indica movimentos financeiros ocorridos entre 2016 e 2018, período em que Cuauhtémoc Blanco exerceu o cargo de presidente municipal de Cuernavaca, capital de Morelos, estado que passou a governar a partir de 2018.

Segundo o relatório do jornal Reforma, Jaime Tamayo fez depósitos milionários em três instituições bancárias, uma delas é o Inbursa "onde registrou depósitos de 43,6 milhões de pesos e saques de 40,2 milhões de pesos". Outros bancos utilizados foram o Santander onde "de agosto de 2016 a outubro de 2018 registrou depósitos de 505,4 milhões de pesos", e o Banamex.

O Reforma destaca ainda que em 2020 "a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e a Procuradoria-Geral da República (FGR) detectaram uma rede de lavagem de dinheiro e contas milionárias em torno de Cuauhtémoc Blanco".

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