"Esperamos que muito em breve possamos ajudar as autoridades a ter acesso à vacina", declarou em Gaza o representante da União Europeia para os Territórios Palestinos, Sven Kühn von Burgsdorff.

"É um desafio muito complicado, mas desde que as vacinas estejam disponíveis faremos o que for possível, em coordenação com a ONU, para facilitar seu acesso aos mais vulneráveis", acrescentou durante a visita de cerca de vinte diplomatas europeus.

Sob bloqueio israelense, o pequeno enclave de dois milhões de habitantes controlado pelo Hamas fechou suas fronteiras no início da pandemia e recebeu um número limitado de pessoas, que deveriam se isolar por três semanas em centros de quarentena.

Em meados de agosto, Gaza registrava apenas cem casos, mas nas últimas semanas esse número disparou ao ponto de as autoridades de saúde falarem de uma situação "fora de controle".

Diante disso, o Hamas anunciou na semana passada um confinamento total aos finais de semana e o fechamento de escolas, universidades, jardins de infância e mesquitas.

As autoridades de Gaza obtiveram 19.500 kits de detecção do vírus da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas com uma média de 2.500 a 3.000 testes por dia conseguirá apenas para uma semana.

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