"Vou continuar a aplicar essas restrições de visto para deixar claro que os responsáveis por ações que violam as normas internacionais não são bem-vindos nos Estados Unidos", afirmou Pompeo.

O chefe da diplomacia americana destacou o Departamento do Trabalho da Frente Unida, órgão que rege os direitos das minorias, da religião e das comunidades chinesas no exterior, que é frequentemente acusado de perseguir dissidentes e ativistas das comunidades uigur e tibetana.

A China prendeu mais de um milhão de uigures e outros muçulmanos de língua turca como parte de um esforço agressivo para integrá-los à força, segundo grupos de direitos humanos.

Uma campanha online, endossando as políticas de Pequim, ataca as páginas do Facebook de ativistas uigures em nome do Exército Central da Diba, cujos vínculos com o governo chinês não são claros, mas o grupo foi elogiado pela mídia oficial.

O governo do presidente Donald Trump aumentou a pressão sobre a China nos últimos meses, país que foi descrito na quinta-feira pelo diretor de Inteligência Nacional, John Ratcliffe, como "a maior ameaça à democracia e à liberdade no mundo desde a Segunda Guerra Mundial".

No início da semana, o Departamento de Estado havia dito que limitaria os vistos para membros do Partido Comunista Chinês a apenas um mês e permitiria uma única entrada.

O partido tinha 92 milhões de membros em 2019, e muitos chineses acreditam que devem se juntar a ele para avançar na carreira, o que significa que as novas restrições de vistos dos Estados Unidos, que também podem valer para parentes próximos, provavelmente afetarão centenas de milhões de pessoas.

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