O ex-chefe adjunto da embaixada de Washington em Porto Príncipe e ex-embaixador na Zâmbia liderará "os esforços do governo para apoiar o povo haitiano e as instituições democráticas" do país caribenho após o assassinato, disse o Departamento de Estado em um comunicado.

Foote terá a tarefa de "dialogar com parceiros haitianos e internacionais para facilitar a paz e estabilidade a longo prazo, assim como apoiar os esforços para realizar eleições presidenciais e legislativas livres e justas", acrescentou o texto.

Moise foi assassinado por um comando em 7 de julho, aumentando ainda mais a crise no Haiti, já dominado pela violência, pobreza e corrupção. Ariel Henry, primeiro-ministro nomeado pelo presidente pouco antes de sua morte, assumiu o cargo na terça-feira prometendo restaurar a ordem e convocar eleições conforme exigido pela comunidade internacional.

Henry prevaleceu em um impulso interno para chefiar o governo haitiano, sob pressão de vários países, incluindo Estados Unidos e França, além da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU.

Pelo menos dois americanos de origem haitiana foram presos pela polícia do país caribenho, acusados de terem participado do assassinato de Moise, além de um misterioso "médico" haitiano residente na Flórida.

No entanto, o presidente Joe Biden descartou qualquer envio de tropas, apesar de um pedido do governo haitiano, para ajudar a manter a ordem no país.

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