"Os Estados Unidos são inquebrantáveis em seu compromisso com a liberdade religiosa", disse no Twitter o chefe da diplomacia, Mike Pompeo.

"Não se deve permitir que nenhum país ou entidade persiga pessoas impunemente por suas crenças. Esta designação anual mostra que se se ataca a liberdade religiosa, agiremos", advertiu.

Os outros países da lista negra são os mesmos de 2019: Arábia Saudita, Mianmar, China, Coreia do Norte, Eritreia, Irã, Paquistão, Tadjiquistão e Turcomenistão.

Pompeo não acrescentou a Índia, apesar da recomendação neste sentido de uma comissão sobre a liberdade religiosa internacional, que em abril denunciou uma "deterioração drástica" sob o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, um aliado próximo do presidente americano, Donald Trump.

Cuba e Nicarágua foram colocados na "Lista de Vigilância especial" de governos que participaram de "graves violações da liberdade religiosa" ou as toleraram. Nesta categoria também foram incluídas as Ilhas Comores e a Rússia.

Pompeo destacou que Sudão e Uzbequistão foram eliminados deste grupo de vigilância especial "devido aos avanços significativos e concretos, realizados por seus respectivos governos no ano passado".

Washington também decidiu recentemente eliminar o Sudão de sua lista negra de países que apoiam o terrorismo.

Pompeo não especificou os motivos da inclusão na lista negra da Nigéria, que estava sob vigilância em 2019.

Em seu último informe sobre a liberdade religiosa no mundo, publicado em junho, o Departamento de Estado destacou as tensões entre as autoridades e o grupo radical xiita Movimento Islâmico na Nigéria, cujos protestos são reprimidos com violência.

Destacou que a proibição desta organização no ano passado foi denunciada pela Igreja católica nigeriana, que a considera uma ameaça à liberdade religiosa em geral.

O informe também se refere às detenções de muçulmanos por comer em público em Kano, a maior cidade do norte da Nigéria, durante o jejum do Ramadã.

Washington realiza anualmente estas designações em virtude da Lei de Liberdade religiosa internacional de 1998, que busca promover a liberdade de culto como política externa americana.

A inclusão em listas como estas pode abrir a via a sanções econômicas, inclusive a perda de ajuda financeira do governo, se os países designados não tomarem medidas para corrigir os limites da liberdade religiosa alegados por Washington.

Pompeo, um cristão evangélico devoto, fez da defesa da liberdade religiosa sua principal prioridade de direitos humanos, uma área que teve pouco destaque na administração Trump.

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