"A morte recente do prisioneiro venezuelano Raúl Baduel lembra ao mundo as condições deploráveis e perigosas que enfrentam os presos políticos venezuelanos sob custódia do regime de (Nicolás) Maduro", disse em entrevista coletiva o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price. "Pedimos uma investigação independente, para confirmar a verdadeira causa da morte."

Parentes de Baduel negam que ele tivesse contraído o novo coronavírus. "O regime assassinou meu amado e corajoso pai, @RaulBaduel", tuitou Andreína Baduel. "É FALSO que ele estava com Covid."

Price destacou que 10 pessoas presas na Venezuela por motivo político morreram sob custódia do governo Maduro, no poder desde 2013, três delas no ano passado. Foram elas: Rodolfo González Martínez, Carlos Andrés García, Rafael Arreaza Soto, Fernando Albán, Nelson Martínez, Rafael Acosta Arévalo, Pedro Pablo Santana Carballo, Salvador Franco e Gabriel Medina Díaz, citou. "Pedimos a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos."

A ONG Fórum Penal, dedicada à defesa dos presos políticos, estima o número deles na Venezuela em 260.

"Maduro, ao manter esses prisioneiros, assume a responsabilidade pelo seu bem-estar. Suas famílias merecem uma revisão confiável e transparente das circunstâncias envolvendo essas mortes, bem como a prestação de contas pelas graves violações dos direitos humanos", disse Price.

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