"Estamos ansiosos para trabalhar [com Gustavo Petro] para fortalecer ainda mais a relação entre Estados Unidos e Colômbia e fazer nossos países avançarem para um futuro melhor", disse Mark Wells, subsecretário adjunto para Brasil e Cone Sul e para Assuntos da Região Andina, em coletiva de imprensa telefônica.

"A Colômbia continua sendo um exemplo de destaque na região de uma democracia bem-sucedida e vibrante, e esperamos trabalhar de forma estreita com a próxima administração", afirmou, pouco depois da vitória eleitoral de Petro em um segundo turno por uma margem pequena.

O povo colombiano elegeu um governo de esquerda e "é uma mudança dramática para o país, mas cada país da região está enfrentando a sua maneira crises econômicas, recuperação depois da pandemia e alguns problemas de violência, então essas sociedades têm o direito de escolher sua liderança", comentou.

O ex-guerrilheiro é o primeiro esquerdista a conquistar a presidência da Colômbia e chega com uma agenda carregada de reformas: rechaça a política antinarcóticos atual e quer renegociar o Tratado de Livre Comércio com Washington, além de ser partidário de eliminar gradualmente a produção de petróleo, uma indústria de fortes vínculos com Estados Unidos.

"O futuro governo pode contar com os Estados Unidos como um parceiro forte e confiável", declarou Wells, que enfatizou que Washington não tem "melhor aliado sobre toda a gama de questões enfrentadas por nossas democracias" nas Américas e "além deste hemisfério".

Nesse sentido, ressaltou que os Estados Unidos apoiam o objetivo de Petro de "aumentar o desenvolvimento econômico rural inclusivo e o investimento, ao mesmo tempo em que reduz a violência rural".

"Temos muitas prioridades compartilhadas, como mudança climática, ajuda ao setor de saúde pública e política antidrogas, pelo menos segurança pública", disse Wells, insistindo que as discordâncias serão abordadas com "um espírito de aliança".

O ex-prefeito de Bogotá se propõe a normalizar as relações com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que Washington não reconhece por considerar sua reeleição fraudulenta em 2018.

"Nossa política para a Venezuela não vai mudar, dissemos que reconhecemos Juan Guaidó como presidente interino", segundo Wells. "Qualquer país pode ter relações com qualquer outro país, reconhecemos que [Colômbia e Venezuela] são repúblicas irmãs", assinalou.

Entre os desafios a enfrentar citou o narcotráfico e lembrou que 90% da cocaína que se consome nos Estados Unidos vêm da Colômbia.

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