"À medida que os Estados Unidos retiram as forças militares do Afeganistão, nosso compromisso duradouro é claro", declarou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

"Continuamos comprometidos por meio de nossa ampla bateria de ferramentas diplomáticas, econômicas e de assistência para apoiar o futuro pacífico e estável que o povo afegão deseja e merece", completou Blinken.

A ajuda consistirá em equipamentos de proteção, abrigo, alimentos e serviços de saúde e higiene relacionados com a pandemia de covid-19. Também cobre as "necessidades de proteção dos afegãos mais vulneráveis", incluindo mulheres e meninas em risco.

Os 266,5 milhões de dólares, compostos de 157,5 milhões da agência USAID e outros 109 milhões do Departamento de Estado, elevam a ajuda humanitária dos EUA ao Afeganistão nos anos fiscais de 2020 e 2021 para 543 milhões de dólares.

Vinte anos após o início de sua intervenção militar no Afeganistão em outubro de 2001, os Estados Unidos estão em processo de retirada de seus últimos 2.500 soldados no país. O presidente Joe Biden definiu o prazo de 11 de setembro de 2021 para que todas as forças americanas deixem o território afegão.

Washington ainda não decidiu se irá evacuar os intérpretes afegãos que trabalharam com os militares americanos, que agora temem por suas vidas com a retirada das tropas estrangeiras.

Vinte membros do Congresso pediram a Biden em uma carta aberta nesta sexta-feira para evacuar "imediatamente" os mais de 18.000 intérpretes afegãos e suas famílias, que solicitaram vistos para se estabelecerem nos Estados Unidos.

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