"Os Estados Unidos continuarão reconhecendo o presidente interino Guaidó e a legítima Assembleia Nacional", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em comunicado.

"A comunidade internacional não pode permitir que Maduro, que está no poder ilegitimamente porque roubou as eleições de 2018, ganhe roubando uma segunda eleição".

Maduro, no poder desde 2013, recuperou o controle do Parlamento, que o chavismo havia perdido em 2015, em eleições boicoteadas por quase toda a oposição e marcadas por uma alta abstenção de 69% e uma forte rejeição internacional.

Em sua qualidade de chefe parlamentar, Guaidó foi reconhecido em janeiro de 2019 como presidente interino da Venezuela pelos EUA e mais de 50 países que não reconheceram o segundo mandato de Maduro.

"Pedimos a todos os países comprometidos com a democracia que se juntem a nós para condenar a farsa de 6 de dezembro e apoiar a legítima Assembleia Nacional e o presidente interino no futuro", pediu Pompeo.

O secretário de Estado descreveu a votação de domingo como uma "farsa política que não foi cumprida com nenhum padrão mínimo de credibilidade" e que "felizmente enganou só poucas pessoas".

"Maduro manipulou descaradamente essas eleições em seu favor", continuou Pompeo.

Pompeo destacou que as eleições legislativas na Venezuela ocorreram enquanto "o regime ilegítimo de Maduro assassina, tortura e prende sistematicamente seus opositores", algo revelado, segundo ele, em relatórios recentes da ONU, da Organização dos Estados Americanos e de outros observadores independentes.

"Nem Maduro nem uma nova Assembleia Nacional aleita fraudulentamente representarão a voz legítima do povo venezuelano, que deve se expressar através de eleições presidenciais livres e justas", destacou.

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